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Empresas retomam projetos em Pontal

Reportagem da Gazeta do Povo de 23/05/2013:

Oswaldo Eustáquio/ Gazeta do Povo

Oswaldo Eustáquio/ Gazeta do Povo / Área do porto de Pontal: licença prévia renovada pelo Ibama, mas com 23 condicionantesÁrea do porto de Pontal: licença prévia renovada pelo Ibama, mas com 23 condicionantes

 

Empresas retomam projetos em Pontal

Na esteira da italiana Techint, a cobiçada área da Ponta do Poço, no litoral paranaense, deve ganhar outros três empreendimentos privados

 

Publicado em 23/05/2013 | FABIANE ZIOLLA MENEZES

Do ano passado para cá, a retomada das atividades da italiana Techint em Pontal do Paraná, de construção de unidades de exploração de petróleo em alto mar, parece ter animado as outras empresas que também têm áreas na região da Ponta do Poço a investir em novos projetos. No último mês de março, o Porto de Pontal do Paraná, do empresário João Carlos Ribeiro, conseguiu, mediante 23 condicionantes, a renovação de sua Licença Prévia (LP) pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A ideia é tirar proveito das águas profundas da região (que chegam a 20 metros em alguns pontos) e instalar um terminal de movimentação de contêineres. “A MP dos Portos abriu novamente a possibilidade de novos terminais privados, coisa que o Decreto 6620 [de 2008] tinha travado. Já pedimos autorização à Antaq [Agência Nacional de Transportes Aquaviários] também e acredito que, com a sanção do marco regulatório, o empreendimento finalmente se realize”, explica Ribeiro.

Aluguel já triplicou na cidade

Oswaldo Eustáquio, correspondente

Os cerca de dois mil trabalhadores da Techint estão morando em alojamentos dentro da empresa ou tentando fechar a locação direto com o proprietário, porque a maioria das imobiliárias locais prefere trabalhar apenas com diárias de locação para veraneio. Como a demanda é muito maior que a oferta, a cidade de Pontal também teve um boom de novas construções. A maioria das novas moradias deve ficar pronta entre o segundo semestre deste ano e o início de 2014.

De olho nesse mercado, o dono da Real Litoral Imóveis, Walmir Meira Santos, adaptou a empresa para contratos de longo prazo. “Loquei todas as casas que tinha disponível e estou com 16 pessoas na fila de espera”, diz. A maioria dos locatários é de funcionários da Techint. Em média, o aluguel de uma casa em Pontal do Paraná é de R$ 800. Em meados do ano passado, estava em R$ 280.

A Construtora Norberto Odebrecht S.A também conseguiu renovar a LP de sua área no Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para a criação de um estaleiro, mas admitiu à Gazeta do Povo que o empreendimento está em banho-maria, após ter perdido uma concorrência da Petrobras para a qual ele seria destinado. Sua LP segue válida até 2015. Da mesma forma, a Melport Terminais Marítimos, controlada da Cattalini – empresa que já atua em Paranaguá – deu entrada no ano passado no processo de licenciamento pelo IAP, com a intenção de construir um píer de atracação e instalações de caldeiraria e montagens mecânicas em aço para plataformas e equipamentos navais.

Os estudos ambientais indicam a criação de 3 mil empregos diretos e indiretos com os novos projetos. É um contingente que faria Pontal reviver a década de 1980, quando FEM, Techint e Tenenge (cuja área hoje é da Odebrecht) usaram os mesmos terrenos para a construção de plataformas de petróleo. Para saírem do papel, porém, os projetos têm de vencer obstáculos de acesso (leia mais nesta página) e saber conviver com, ao menos, cinco reservas ambientais.

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